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PT ostenta recorde de empresas abertas, mas ignora falências e inadimplência

Enquanto Planalto celebra números positivos no papel, mais de 2 milhões de negócios encerram atividades por ano.

Por Redação • 31/01/2026 14:35

Durante o terceiro mandato do presidente Lula, o governo tem repetido com frequência o discurso de que o Brasil vive um “boom” de novos negócios e redução do desemprego.

Mas por trás das estatísticas comemoradas em Brasília, a realidade enfrentada por quem tenta empreender no país é bem diferente.

Os dados oficiais do próprio Mapa de Empresas do Governo Federal mostram que, ao mesmo tempo em que novas empresas são abertas, milhões também estão fechando as portas.

E em ritmo alarmante.

📊 O número de falências dispara

Os fechamentos cresceram de forma consistente nos últimos anos:

2023: 2.153.840 empresas encerradas — alta de cerca de 25% em relação a 2022
👉 média de quase 4 empresas fechando por minuto

2024: mais de 2,4 milhões de baixas registradas ao longo do ano

2025 (jan–ago): já são 1.915.379 empresas fechadas
👉 quase 2 milhões antes mesmo do fim do ano

Ou seja: o volume de encerramentos permanece elevado, sem qualquer sinal concreto de melhora no ambiente para quem empreende.

⚠️ O “saldo positivo” que engana

O governo se apoia no saldo positivo entre aberturas e fechamentos para vender a ideia de recuperação econômica.

De fato, 2024 registrou mais de 4,15 milhões de novos negócios abertos, um recorde histórico.

Mas existe um detalhe que raramente é mencionado.

A grande maioria dessas novas empresas é formada por MEIs (Microempreendedores Individuais).

Na prática, isso não significa expansão empresarial nem geração de empregos.

Significa desemprego disfarçado.

São brasileiros que perderam o emprego formal e abriram um CNPJ por necessidade, para tentar sobreviver como autônomos, motoristas de aplicativo, vendedores informais ou prestadores de serviço.

Não são empresas contratando.
São trabalhadores se virando sozinhos.

💸 Empreender virou luta pela sobrevivência

Além disso, muitos desses pequenos negócios enfrentam:

• Crédito caro
• Impostos elevados
• Burocracia sufocante
• Queda no consumo
• Dificuldade de manter fluxo de caixa

O resultado é previsível: endividamento.

Em 2025, o Brasil atingiu 8 milhões de empresas inadimplentes, segundo a Serasa Experian — o maior número já registrado.

Ou seja, mesmo quem consegue manter o CNPJ aberto muitas vezes opera no limite, acumulando dívidas.

🚨 Discurso bonito, realidade dura

Enquanto o governo celebra números em coletivas e discursos, o pequeno empreendedor segue sem apoio real.

Não houve reformas estruturais, simplificação tributária efetiva ou políticas consistentes de estímulo ao crescimento de quem gera emprego.

O que existe é marketing estatístico.

Transformar desempregados em MEIs para inflar indicadores não resolve o problema da economia — apenas mascara a fragilidade do mercado de trabalho.

❗ A verdade que os números escondem

Abrir CNPJ não significa prosperidade.
Fechar as portas aos milhões não é “detalhe técnico”.

O Brasil vive hoje um cenário em que:

empresas fecham em massa

pequenos negócios mal sobrevivem

e o empreendedor vira sinônimo de trabalhador sem alternativa

O governo comemora planilhas.

O povo tenta pagar boletos.

📉 No fim das contas, o recorde não é de crescimento — é de dificuldade para quem tenta trabalhar por conta própria.



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