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PT fecha três anos no vermelho e só cumpre meta com manobras e exceções

Após sucessivos déficits e gastos crescentes, governo recorre a artifícios contábeis e regras flexibilizadas para evitar o descumprimento das metas

Por Redação • 31/01/2026 15:54

Ao completar três anos de mandato, o governo Lula chega a 2025 com um cenário que contrasta fortemente com o discurso oficial de responsabilidade social e estabilidade econômica: as contas públicas seguem no vermelho.

Apesar das promessas de equilíbrio fiscal, controle de gastos e previsibilidade orçamentária, o que se viu na prática foi uma sequência de déficits, aumento da máquina pública e dependência cada vez maior de exceções legais para “cumprir” metas que, no papel, deveriam ser regra.

Sem as manobras contábeis e flexibilizações aprovadas ao longo do caminho, o rombo seria ainda mais evidente.

💸 Déficit virou rotina

Os números mostram que o governo gastou mais do que arrecadou em boa parte do período.

Enquanto despesas obrigatórias cresceram, novos programas foram criados, ministérios ampliados e a estrutura do Estado inchou — pressionando o orçamento e afastando qualquer possibilidade real de superávit.

O resultado é simples:
o ajuste nunca veio.

Em vez de cortar gastos, optou-se por mudar a regra do jogo.

📊 Meta só fecha “no papel”

Para evitar o desgaste político de descumprir metas fiscais, o Planalto recorreu a expedientes como:

• exclusão de despesas do cálculo oficial
• créditos extraordinários
• mudanças no arcabouço fiscal
• receitas não recorrentes para maquiar resultados

Na prática, cria-se um equilíbrio artificial.

Especialistas apontam que, sem essas exceções, o déficit seria significativamente maior — o que expõe a fragilidade das contas.

Cumpre-se a meta no discurso.
Mas não na realidade.

🚨 A conta chega para o cidadão
Quando o governo gasta além do que pode, alguém paga a diferença.
E quase sempre é o contribuinte.

O impacto aparece em:

• Juros mais altos
• Crédito mais caro
• Inflação pressionada
• Impostos elevados
• Menor confiança do mercado

Ou seja, enquanto Brasília faz malabarismo fiscal, o brasileiro sente no bolso.

🧾 Promessa de responsabilidade, prática de improviso

Durante a campanha, o discurso era de equilíbrio entre social e fiscal.
Mas, três anos depois, o que se vê é um governo que expande despesas sem apresentar contrapartidas sólidas.

Em vez de reformas estruturais, opta por soluções temporárias.

Em vez de gestão, improviso.

A política econômica virou refém do calendário eleitoral.

❗ Credibilidade em risco

O problema vai além dos números.

Contas públicas frágeis minam a confiança de investidores, travam crescimento e comprometem o futuro.

Sem previsibilidade fiscal, o país patina.

• Empresas adiam investimentos.
• Empregos deixam de ser criados.
• E a economia desacelera.

Tudo isso enquanto o governo tenta vender uma narrativa de estabilidade que não resiste aos fatos.

📉 No fim das contas, o vermelho continua. E quem paga a diferença é sempre o trabalhador.



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